Uma derrota dos Gunners para o Bolton, que está logo atrás na tabela, significaria perder uma posição e ficar da zona de classificação para a Champions. Agora o Arsenal abriu 5 pontos e ainda tem um jogo a menos. Fabregas marcou seu primeiro gol desde agosto do ano passado.
Middlesbrough 1 x 3 Aston Villa
Jogo clássico da “midtable obscurity”. O Boro saiu na frente com gol de Rochemback (e grande ajuda do goleiro), mas o time de Birmingham conseguiu uma grande virada.
Portsmouth 2 x 1 Newcastle
Boa vitória do Portsmouth que é forte candidato a vaga na Uefa.
Reading 1 x 0 Fulham
Novo técnico do Fulham, Lawrie Sanchez, estreou com derrota.
Sheffield United 3 x 0 West Ham
No jogo de 6 pontos da ponta de baixo da tabela, os Blades levaram a melhor e saíram da zona de rebaixamento. O West Ham, que havia vencido as últimas três partidas, ainda tem um confronto de 6 pontos contra o Wigan, que também briga para não cair, mas nos outros quatro jogos só tem pedreira: Chelsea, Everton, Bolton e Manchester United.
ManchesterCity 0 x 0 Liverpool
Ressaca da Champions League? Talvez. O fato relevante do jogo foi o 18º aniversário da tragédia de Hillsborough. Novamente os torcedores do Liverpool, como fazem todos os anos, levantaram suas bandeiras com a inscrição “Justiça”. O meio campo do City Joey Barton, nascido em Liverpool, fez questão de ir até a torcida adversária e depositar flores em frente a faixa com a frase “Justiça para os 96”. No dia 15 de abril de 1989, Liverpool e Nottingham Forest se enfrentavam pela semifinal da FA Cup no estádio do Sheffield Wednesday. Um tumulto levou 94 pessoas à morte, pisoteadas e esmagadas contra as grades que dividiam a torcida do campo. Um garoto morreu dias depois e a 96ª vítima permaneceu em coma por quatro antes de morrer.
A diretoria do Manchester United agiu rápido e não deixou que Real Madrid e Barcelona passassem o verão assediando o seu astro maior Cristiano Ronaldo. Tudo seria ainda pior se o Manchester United conseguisse conquistar um, dois ou os três títulos que ainda disputa nesta temporada – FA Cup, Premiership e Liga dos Campeões.
Dizem na Inglaterra que o superastro David Beckham, calejado pela sua medíocre passagem pelo Real Madrid, tenha aconselhado o meia-atacante a permanecer nos Red Devils. “É fria”, deve ter dito o Spicy Boy lembrando das vaias constantes com que ele e o time branco costumavam ser agraciados pelos próprios torcedores no Santiago Bernabeu.
A temperatura mais agradável e o estilo de vida de Madrid ou Barcelona também não foram suficientes para atrair o garoto. Depois da Copa do Mundo, com a eliminação da Inglaterrapelos portugueses, Cristiano Ronaldo passou a ser vaiado impiedosamente pela torcida adversária em qualquer jogo. Ele é tido como responsável pela expulsão injusta de Rooney no jogo entre Portugal x Inglaterra. Cogitou-se que essas vaias da torcida adversária o faria deixar a Inglaterra. Mas elas foram sumindo dos estádios a medida que seu futebol foi evoluindo.
Ronaldo já marcou 20 vezes nessa temporada, mas quem assiste os jogos do Manchester sabe, sua importância para o time vai além dos gols que marca. São inúmeras assistências e jogadas que resultam em bola na rede.
Embora eu não goste das firulas que faz - na minha opinião, muito piores do que o teatral Ronaldinho Gaúcho - não há como negar que ninguém hoje no futebol tem tanto poder de decidir um jogo como o português de 22 anos, nascido na Ilha da Madeira.
Já o Liverpool, maior vencedor inglês de Liga dos Campeões, tenta sua sexta conquista. Esse é um vídeo da semifinal de 2004/2005, Liverpool 1 x 0 Chelsea, gol duvidoso de Luis Garcia - o tirateima inglês mostra que a bola não entrou. O impressionante é a torcida cantando o famoso "You'll never walk alone".
Me disseram que a música nas arquibancadas de Anfield Road agora é: We'll win it six times We'll win it six times In Athens, Greece We'll win it the sixth time!
Manchester e Chelsea seguem firme rumo a Tríplice Coroa (no caso do Chelsea seria a Quadríplice Coroa pois já venceu a Copa da Liga Inglesa). Com essa boa campanha dos dois times, existe a possibilidade de três confrontos entre eles num espaço de 14 dias.
9 de maio, pela Premiership, em Stamford Bridge
19 de maio, pela FA Cup, em Wembley Caso os dois passem pelas semifinais.
23 de maio, pela Liga dos Campeões, em Atenas Caso os dois times passem pelas semifinais.
Pelo menos um time inglês estará na final da Liga dos Campeões este ano.
Com a vitória do Liverpool sobre o PSV por 1 x 0 (gol de Crouch) e a vitória do Milan sobre o Bayern, ficaram assim as semifinais:
Dia 24/4 - Old Trafford Man United x Milan (é a quarta semifinal do Milan em cinco anos) Jogo de volta: 2 de maio
Dia 25 – Stamford Bridge (repetição da semifinal de dois anos atrás) Chelsea (único dos semifinalistas que nunca chegou a final da Champions League) x Liverpool Jogo de volta: 1º de maio
A final, em jogo único e campo neutro, será no dia 23 de maio, no estádio Olímpico de Atenas.
Quem seguiu meu conselho e foi a um pub ver o jogo do Manchester e/ou do Chelsea não se arrependeu e, provavelmente, teve a melhor tarde da vida. Dois jogaços, duas vitórias inglesas. Uma goleada histórica do Manchester sobre a pobre Roma: 7 x 1. E uma vitória dramática, de virada, do Chelsea sobre o Valência: 2 x 1, com direito a gol nos acréscimos.
Agora só falta o Liverpool carimbar o passaporte para as semis e colocar três ingleses entre as quatro principais equipes do continente. Isso nunca aconteceu antes - principalmente porque até 99 havia no máximo dois times de cada país.
Mas depois disso, a Espanha, em 1999/2000, com Barça, Real e Valência, e a Itália, em 2002/2003, com Inter, Milan e Juventus, também conseguiram colocar três equipes nas semis.
Amanhã o Liverpool poderá contar com o reforço do meio-campo Harry Kewell.
O australiano conquistou a Liga dos Campeões pelo Liverpool em 2005 e defendeu a seleção australiana na Copa de 2006.
Faz quase um ano que ele não disputa uma partida. A última vez que entrou em campo foi no jogo da Austrália contra a Croácia, na Copa. Kewell fez o gol de empate que levou sua equipe as oitavas-de-final da competição.
As operações a que Kewell se submeteu foram na virilha e em ambos os pés.
Sensacional essa propaganda da cerveja Carling. Não sei se é velha ou nova, mas é demais. Por que nossas cervejas têm sempre que ter propaganda com mulher gostosa e piada sem graça? Nada contra mulher gostosa, mas parece preguiça de usar a cabeça.
E amanhã (terça) tem a volta das quartas de final da Liga dos Campeões. Dia perfeito para ir a um pub e pedir uma Guinness com fish and chips. Aí é só escolher entre Man United x Roma ou Valencia x Chelsea. A estrela da Roma Francesco Totti, com dores na coxa direita, é dúvida para o jogo. Mas acho que ele joga. O Manchester, que já não vinha jogando bem, mas sempre vencia, deve estar abalado pela derrota no Inglês para o Portsmouth.
Lembrando que o Liverpool "cumpre tabela" na quarta contra o PSV. A ida, em Eindhoven, foi 3 x 0 para os ingleses.
Confesso: dei uma escapada de São Paulo durante a Páscoa. Vi muito pouco, ou melhor, quase nada da rodada do Inglês.
Mas eis que chego em SP no domingo a noite e vejo que a Premiership pegou fogo com a derrota do Manchester graças ao zagueirão Rio Ferdinand. Alguém sabe do que ele saiu reclamando? O Chelsea, por sua vez, sem um futebol empolgante, venceu por 1 x 0 mais uma vez e está a três pontos dos Red Devils. Foi a oitava vitória consecutiva do time de José Mourinho, quatro delas pelo placar mínimo. Detalhe: o time não sofreu nenhum gol nesses oito jogos. O confronto entre Chelsea e Man United acontece no dia 9 de maio, em Stamford Bridge. Será o penúltimo jogo do campeonato. Mais final que isso, impossível. O West Ham, do Carlitos, segue sua incrível recuperação e já está somente a 3 pontos da zona de segurança. Foi a terceira vitória consecutiva do time.
E hoje (segunda) ainda teve rodada. Convenhamos, não é fácil acompanhar essa tabela dos ingleses.
O fato a se destacar foi a contusão inédita do atacante James Vaughan. O garoto de 18 anos teve uma artéria rompida depois de uma entrada acidental do zagueiro Abdoulaye. O sangue jorrava. Impressionante.